Nesta semana eu dei uma aula prática de economia no Supermercado.

Uma senhora pediu que eu a ajudasse na decisão de qual papel higiênico seria mais vantajoso comprar. A dúvida dela estava simplesmente em entender as unidades de medidas descritas na embalagem.
Mas, como um bom samaritano, eu a ajudei na singular dúvida dela e ainda acrescentei uma consulta de economia gratuita.
Um pacote de 8 rolos com 30 metros cada de folhas simples custava R$ 6,00.
Um pacote de 8 rolos com 40 metros cada de folhas simples custava R$ 8,00.
Um pacote de 8 rolos com 30 metros cada de folhas duplas custava R$ 11,00.
A senhora, com suas economias torcidas entre os dedos, estava decidida a levar o mais “barato” – o pacote de R$ 6,00.
Num raciocínio apropriado mostrei que ela estaria pagando R$ 0,025 pelo metro de papel, onde se ela levasse o pacote com folhas duplas ela estaria pagando R$ 0,020 o metro.
Ou seja, no preço relativo final estaria economizando R$ 1,00 (faça as contas) ou um ganho de 48 metros à mais de papel.
Por que o exemplo do papel higiênico é tão proveitoso para o mundo corporativo?

Nem sempre o papel que parece ser o mais caro é o mais macio. A maciez exige que abramos o pacote, sentimos a sua textura e, a lição, que façamos algumas contas.
Uma boa gestão deve saber medir cada centavo aplicado num projeto. Principalmente na diluição dos recursos.
Num projeto, é vital que se verifique continuamente a qualidade do software ou serviço desenvolvido. Os problemas são exageradamente mais custosos de encontrar e reparar após a distribuição do que antecipadamente. O gestor de Projeto sabe que é importante avaliar continuamente a qualidade de um sistema com respeito a sua funcionalidade, confiabilidade, desempenho da aplicação e desempenho do sistema. Quanto mais cedo ele tiver este planejamento, e quanto mais assertivo for, menos esforço no fluxo deverá ser aplicado.
É MUITO mais caro acertar uma falha na vesperá da Mudança em Produção do que no início dos testes.
Como é isto na prática? Um projeto nasce na Elaboração ou Concepção. Quanto mais aplicada for a especificação dos requisitos resultará em melhor controle do projeto somado com a qualidade aperfeiçoada dos serviços e, com produtos gerando aumento na satisfação do cliente e, com custo do projeto podendo ser reduzido e evitando demoras e cumprimentos de prazos estourados. São cifras que gera positivo feedback ao gestor.

Minha senhora do supermercado: compensa investir numa gestão de Requisitos? Quantos consultores Sêniors estarão alocados? Quantos plenos? Quantos gerentes são necessários para retaguarda?
Percebe como a senhora do supermercado está pronta para enxergar este desafio?
E têm projetos de organizações suicidas que não investem em requisitos, ou querem pagar barato (juniores) para no fim, faltar papel na hora que mais precisa.
Agora vamos calcular o preço total do carrinho. Indicador ROI (Retorno sobre o Investimento).
Antes de ir ao supermercado. Evidentemente fazemos as pesquisas de preço. O nosso salário não muda freqüentemente. Portanto, numa concepção de projeto pergunte-se (ou a sua consultoria):
Quanto ganharei em troca do dinheiro investido? E Quando?
E se a senhora do supermercado quer entender, num raciocínio apropriado, como se calcula um ROI, eu também facilitaria dizendo:
ROI = (Lucratividade Média Anual/ Investimento Original) x 100
Lucratividade Média Anual = Lucro Total / Quantidade de Anos
Lucro Total = (Total de Benefícios – Total de Custos)
E o final sendo em percentual (por ser x 100) , quanto mais elevado for o ROI, MELHOR.
Portanto, como na compra do papel higiênico, nunca deixe de compara-lo com o retorno de outros investimentos

Senão, haja papel higiênico para limpar tanto… suor.