"Barack Obama, o PRIMEIRO negro presidente dos Estados Unidos…"
Esta frase é tão parcial quanto exigir vagas obrigatórias nas Universidades.
Carlor Heitor Cony em sua coluna dominical na Folha de São Paulo foi imparcial nesta discussão no final de semana último. No tema: O Presidente, Ele relata que Perguntaram a um amigo meu (dele): ‘É verdade que você se casou com uma negra?’. Ele respondeu: ‘Não. Eu me casei com uma mulher".
É isso! Mas concluo: ser o primeiro tem os seus pesos.
Quem deseja ser o número 1?

Desde que nascemos já somos habituados a viver no convívio dos números.
Curioso dizer que existe a história dos números. Como eles surgiram? Como iniciou seu uso? O número UM foi o primeiro número a ser criado. (O zero, dizem estudiosos, foi o último).
Dizem que o número 1, do nosso sistema de numeração, nasceu na Ásia, há muitos séculos atrás, no Vale do rio Indo, onde hoje é o Paquistão. Diz a história.
Nosso 1 nasceu no rio Indo. Então vamos Indo a partir do 1.
O CMMI, para avaliação, estabelece 5 níveis incrementais de maturidade do processo de desenvolvimento e manutenção de software, dos quais o 1 é apenas um ponto de referência para largada. Como eu comentei no último post, o nível 2 é a primeira referência a ser buscada.
Representação Contínua
1 = Executado – Performed (Definido)
O processo executado atinge os objetivos, porém sem padrão de qualidade e sem controle de prazos e custos.
Não ocorre controle de configuração.
Não se pergunta: “Estão usando as melhores práticas em desenvolvimento ABAP?” “Checou a possibilidade de re-uso?” – “A mesma extração já atende a outra solução. Podemos reutilizá-la?” “São poucos Ctrl+C /Ctrl+V.”
É possível? Eis o desafio de sair do 1.

Representação por estágios
1 = Inicial (Ad-hoc)
A empresa possui processos ad-hoc (não segue rotinas) e caóticos (sem gerenciamento ou controle). Neste ponto ela ainda não possui nenhuma área de processos implementada.
Os processos e desempenhos são imprevisíveis e informais, pouco controlados e reativos.
Caracterizado por imaturidade organizacional; compromissos de prazo e custo não são cumpridos; o planejamento não é feito com base em estimativas; as qualidades, procedimentos e conhecimentos pertencem às pessoas e não aos projetos; as chances de sucesso dependem das habilidades pessoais dos gerentes e desenvolvedores.
Não existe KPA´s.
Ninguém sabe o que temos documentado. Não tem padrão para criação estruturada de requests. Não segue rotina de Qualidade e de Mudança. Os ambientes deixam de ser rapidamente homogêneos.
Conclusão:
No nível 1, o processo não é visível para gestão ou sua visibilidade é limitada, porque os estágios das atividades são mal definidas.
A definição das atividades não é feita por meio de planejamento, e os gestores são afetados e não conseguem apresentar os estados que se encontram as atividades do projeto.
Os requisitos percorrem o fluxo do projeto de uma forma descontrolada.
Neste nível, os maiores problemas são gerenciais e não técnicos.
E o cliente solicitante somente conhece o resultado dos requisitos na entrega do produto.
Definição Conclusiva e Típica de Projetos para Nível 1 =
“Apesar de termos vencido o prazo e estourado o custo, conseguimos entregar alguma coisa!”